SESC AMAZÔNIA DAS ARTES 2017

08 a 20 de agosto – Entrada Franca

Completando 10 anos de projeto, o Sesc Amazônia das Artes se consolida como uma das mais importantes iniciativas de circulação de manifestações artísticas fora dos grandes centros urbanos. A proposta do Serviço Social do Comércio é envolver artistas dos nove estados da Amazônia Legal, mais um estado convidado, o Piauí, para um intercâmbio de experiências e troca de informações sobre as manifestações artísticas de grande parte do Brasil.

 

Confira a programação no Sesc Arsenal

 

DANÇA – ESSES PESSOAS – DIAMOND CREW (MT)

08 de agosto | 20h | Jardim | Entrada Franca

Quando se pensa em Danças Urbanas ou “Street Dance”, se visualiza: anarquias periféricas; rostos cheios de marra, carrancudos; opressão social e etc. O Diamond Crew vem a mostrar com o espetáculo “ESSES PESSOA” o pesquisar como exercício, bem como a necessidade de demonstrar a sociedade que as danças urbanas não ficam diminuta a outras representações artísticas no que se diz ao fazer artístico.Tomamos de empréstimo uma fração biográfica de um mestre da literatura. Fernando Antônio Nogueira Pessoa. Ou Fernando Pessoa e mais conhecido por “Pessoa”. Singular e complexo. Para fugir as repressões e retaliações presentes não só em sua época, mas também ter um maior trânsito por temas diversos em suas obras encontraram na multiplicidade dos heterônimos a saída para tal.

 

LITERATURA – NINA BRINCADEIRA DE MENINA – ESTER SÁ (PA)

09 de agosto | 19h | Jardim | Entrada Franca | Livre

NINA BRINCADEIRA DE MENINA é uma narrativa concebida a partir de histórias de vida e arte da artista popular e artesã Nina Abreu, de Abaetetuba/PA, hoje com 81 anos de idade. Nina é um dos nomes significativos entre os artesãos do brinquedo de Miriti, brinquedo tradicional feito da bucha natural proveniente da árvore do Buriti, produzidos por artesãos de Abaetetuba e vendidos em Belém durante a comemoração das festividades do Círio de Nazaré. Nina, considerada cidadã ilustre de Abaetetuba/PA, construiu sua história ligada a arte popular, a artesania do brinquedo além de manter em toda a sua vida relação sempre agregadora com as crianças e jovens de sua cidade.

 

TEATRO – AS TRÊS FIANDEIRAS – PETIT MORT E XAMA TEATRO (MA)

09 de agosto | 20h | Teatro | Entrada Franca | 14 anos

"A obra gira em torno do desafio de três atrizes-personagens, Beatriz (Renata Figueiredo), Isadora (Gisele Vasconcelos) e Isabel (Rosa Ewerton), em transformar um espetáculo que foi um fiasco de bilheteria em uma nova produção. O fazer teatral e a história pessoal das atrizes se juntam às narrativas das rendeiras Das Dores, Chica e Zezé. A história da mãe de Ribamar - Chica, uma rendeira que é mãe de um filho que saiu para pescar em alto mar e não retornou - se entrelaça com o desafio das atrizes: é preciso ir buscar o filho desaparecido assim como é preciso montar um novo espetáculo."

 

MÚSICA – SONS DE BEIRA – BIRA LOURENÇO (RO)

10 de agosto | 20h | Teatro | Entrada Franca | Livre

SONS DE BEIRA é um espetáculo musical percussivo construído através dos resultados de pesquisas sonoras realizadas nas vivências em ambientes beradeiros. Apresenta um conjunto de timbres e ritmos do cotidiano amazônico pela manipulação de objetos e instrumentos diversos, construindo paisagens sonoras que estimulam sensações peculiares a esse universo e o resgate de memórias auditivas de beiras de rios com seus mitos, lendas, causos, afazeres cotidianos, ofícios e brincadeiras.

 

TEATRO – CONVERSAS DE BOTAS E BATIDAS – CIA VOSTRAZ DE TEATRO (MT)

11 de agosto | 20h | Jardim | Entrada Franca | Livre

O espetáculo é uma livre criação poética e musical que estimula e incentiva a preservação e a divulgação da memória do manifesto cultural matogrossense e brasileiro. Do siriri a capoeira, do cururu a dança do coco, das emboladas de rimas as entoadas, do boi a serra ao boi luzeiro, de Mestre Seu Caetano a Mestre Salustiano, do Centro Oeste ao Nordeste brasileiro. Conversa de Botas e Batidas promove o encontro entre o ator/contador e plateia através do folclore, religiosidade e identidades culturais brasileiras, que consolidam um significante legado da cultura popular e de seus mestres.

 

MÚSICA – TRÊS MATUTOS E UM ARIGÓ (TO)

12 de agosto | 20h | Teatro | Entrada Franca | Livre

3 Matutos e 1 Arigó é um projeto de música instrumental que tem por objetivo a expressão musical do Norte e Nordeste aliada ao jazz, ao unir ritmos populares como forró, baião, maxixe, xote com a linguagem do jazz, o grupo conseguiu conquistar o público e crescer na cena instrumental dentro e fora do Tocantins, de uma forma alegre e criativa bem característica destas regiões brasileiras. O grupo conta com quatro integrantes: Ceará (baixo), Michel (guitarra), Samuel (bateria) e Tarcisio (teclado). Sem grandes pretensões, o grupo começou a se apresentar em algumas casas de shows e eventos em Palmas e percebeu o potencial de seu trabalho, o grupo prova que é possível fazer música popular de qualidade e conquistar um público que inicialmente não se imaginaria ouvindo instrumental.

 

CIRCO – SE DEIXAR, ELA CANTA – CIA CANGANPÉ (AP)

13 de agosto | 20h | Teatro | Entrada Franca | Livre

Uma das mais belas e talentosas cantoras de todos os tempos, dona de uma brilhante e encantadora voz, ela não é Maysa, nem Beyoncé, nem Amy Winehouse, ela não é Patrícia Bastos, muito menos Joelma Calypso, ela é nada mais, nada menos do que: Perualda, a maior estrela da música amapaense (segundo ela mesma) e, nesta noite apresentará o show mais importante de sua carreira. Porém, seus assistentes, os palhaços Chimbinha e Mulambo parecem não estar tão certos assim do enorme talento de Perualda, e, já cansados de ouvir sua voz desafinada e a extrema falta de simpatia da pseudo estela, tentam o que podem para atrapalhar. Pois convencida do seu talento “Se deixar, ela canta”o que seria um belíssimo espetáculo, acaba se transformando em uma divertida grande confusão!

 

MÚSICA – DUO MARUPIARA – RICARDO NOGUEIRA (RR)

15 de agosto | 20h | Teatro | Entrada Franca | Livre

Ricardo Nogueira, estudou em Belém. De volta a Boa Vista formou uma parceria com Sérgio Sarah, que era letrista e precisava de melodia para suas músicas, surgind0 ai  a primeira música dos dois foi “Canto Vivo”, uma canção que nos fala sobre a felicidade.Juntos também fizeram a famosa música regional “Caxambu”. Em meados dos anos 80, eles participaram do primeiro Festival de Música da Roraima (Femur), ganhando o primeiro lugar com a música “Marchando”. Nos anos seguintes ganharam novos prêmios e uma carreira que se consolidou. Nestes anos de trabalho Ricardo apresentou-se algumas vezes, mas levou o seu talento para projetos quando foi convidado. Dentre conquistas estão várias músicas para documentários regionais, como a música que dá nome ao CD “Saga”, composta para o filme “100 anos de Roraima” e que conta a estória do surgimento de Boa Vista, com seus pontos históricos e personagens marcantes.Em 2015, Ricardo Nogueira acompanhado de Elcio Arcos no Violoncello participou do "Malocão Cultural", dentro da programação do Boa Vista Junina 2015. Em 2016 participaram do "Canta Roraima - Mostra de música SESC", promovido pelo SESC/RR.

 

LITERATURA – ROMANCES D’AMORES ALÉM-MAR NOS SERTÕES DE DENTRO – VAGNER RIBEIRO E O VALOR DE PI (PI)

16 de agosto | 20h | Teatro | Entrada Franca | Livre

"A obra gira em torno do desafio de três atrizes-personagens, Beatriz (Renata Figueiredo), Isadora (Gisele Vasconcelos) e Isabel (Rosa Ewerton), em transformar um espetáculo que foi um fiasco de bilheteria em uma nova produção. O fazer teatral e a história pessoal das atrizes se juntam às narrativas das rendeiras Das Dores, Chica e Zezé. A história da mãe de Ribamar - Chica, uma rendeira que é mãe de um filho que saiu para pescar em alto mar e não retornou - se entrelaça com o desafio das atrizes: é preciso ir buscar o filho desaparecido assim como é preciso montar um novo espetáculo."

 

MÚSICA – ORQUESTRA DE BEIRADÃO (AM)

17 de agosto | 20h | Jardim | Entrada Franca | Livre

Criada em Março de 2013, a Orquestra de Beiradão do Amazonas tem o propósito de revalorizar, com liberdade artística e linguagem contemporânea, o "Beiradão". Os ritmos adivindos da América Andina como: Cúmbia e Merengue, influenciaram de forma significativa o cenário musical do Estado do Amazonas entre as décadas de 70 e 80. Dentre os artistas mais proeminentes desta música, encontra-se Teixeira de Manaus, que com seu saxofone embalava as festas nos interiores do Estado.O espetáculo conta com arranjos orquestrais, releituras modernas, ampliação de naipes de sopro, que direcionam para uma linguagem contemporânea de expressão artística.

 

INTERVENÇÃO URBANA – NÃO CABE MAIS, GENTE! – IN-PRÓPRIO COLETIVO (MT)

18 de agosto | 16h | Centro Histórico | Entrada Franca | Livre

Falta ar. Apertado, enrugado, borrado, retorcido: corpos-outros. Plástico-gente. Escolha. Limite. Somos processo e produto do que saturou. Como ainda cabe o que já rompeu limite? Como experimentar o desvio em meio às dinâmicas do estar junto? Não cabe mais, gente! aposta nos atravessamentos, na condensação dos corpos, no que é liminar, que pulsa e constrange, que acolhe, devora e regurgita. Habitar o espaço é fazer dele um lugar e, para isso, é necessário operar cartografias de afeto. Não cabe mais, gente!

 

MOSTRA DE CINEMA

18 e 19 de agosto | Cinema | 19h | Entrada Franca

 

A programação de cinema será realizada nos dias 18 e 19 de agosto, sendo que haverá exibição dos filmes nesses dias e no dia 19 de agosto acontecerá a Conexão, com a participação dos diretores representante do Piauí, Mato Grosso, Maranhão e Amapá.

 

18 de agosto – 19h

ENCANTES - HISTÓRIAS DE LARANJAL DO MARACÁ – DIR. CASSANDRA OLIVEIRA (AP)

Seu Raimundão guarda as memórias do trabalho que fez nas cavernas, transportando as urnas que tinham a “estatura de um cristão”. Sabá lembra que quando era criança via muitas “tigelas” na mata, mas não sabia o valor que aquilo tinha. Dona Santinha fala do dono do “Buracão” e dos encantados de um lugar “misurento”. Enquanto estes personagens contam suas histórias, memórias e lendas, a vida da comunidade de Laranjal do Maracá, no sul do Amapá, segue mesclando a relação material com as cavernas do entorno da comunidade, que ainda guardam objetos arqueológicos, e a reprodução simbólica dos seres encantados que habitam estes lugares sagrados.

 

BANHO DE CAVALO – DIR. CIA BOI DE PIRANHA (RO)

Banho de Cavalo é sucessão de micronarrativas poéticas sobre uma árvore (Castanheira), uma Amazônia, corpos e sujeitos como invenções de determinados pensamentos hiperbolizado da região

 

GRITOS DA NOITE – DIR. ALLAN GOMES (AM)

Na Amazônia, a força de espíritos ancestrais está impregnada na floresta. Quando três adolescentes decidem fazer um passeio de fim de semana no sítio de seus avós, nem mesmo a presença de um mateiro experiente da região poderá ajudar a enfrentar os perigos dessa noite.

 

DEIXA A CHUVA CAIR – DIR. JUSCELINO RIBEIRO (PI)

Na última década, um histórico conflito entre gangues tem se agravado, comprometendo seriamente o futuro de uma juventude inteira da região do Promorar, na zona Sul de Teresina. Com o intuito de por um fim à violência entre os jovens, os rappers Preto Kedé, Lu de SantaCruz e Aliado Negro criaram A Irmandade. Aos poucos, o grupo que sempre cantou sobre o cotidiano das comunidades passou a abordar também questões como proximidade com o crime, expansão das drogas e preconceito com os moradores das periferias, além de denunciar casos de racismo e truculência por parte de policiais militares. Em uma manhã de agosto, uma canção de desabafo cheia de ira caiu como uma bomba nas mãos da mídia, da polícia e principalmente dos próprios músicos.

 

19 de agosto – 19h

PEDAÇOS DE PÁSSAROS – DIR. ANDREI MIRALHA E MARCÍLIO COSTA (PA)

O pássaro como metáfora das relações do homem no mundo contemporâneo. Fragmentos, pedaços da vida cotidiana abordados poeticamente. “Pedaços de pássaros”                          

 

NO INTERIOR DA MINHA MÃE – DIR. LUCAS SÁ (MA)

Uma viagem para a cidade do interior, onde minha mãe nasceu.

 

MEU RIO VERMELHO – DIR. RAFAEL IRINEU (MT)

"O curta metragem realça as histórias de personagens com diferentes culturas que foram encontradas ao longo das correntezas do Rio Vermelho. Localizado no sul do estado de Mato Grosso, o rio passa por Jarudore, povoado que sobrevive da pesca. Aldeia Tadarimana, da etnia Bororo e uma das mais antigas do país. Rondonópolis, onde recebe cargas de esgoto a céu aberto. E por fim, com sua deságua, no Pantanal, a maior planície alagada do mundo."

 

20h – BATE PAPO COM OS DIRETORES E PRODUTORES DOS FILMES

Convidados: Framme Produções (PI) | Rafael Irineu (MT) | Lucas Sá (MA) | Cassandra Oliveira (AP)

 

DANÇA – SOBRE OUTRAS JANELAS E PORTAS – GRUPO AGUADEIRO (AC)

20 de agosto | 20h | Teatro | Entrada Franca | 16 anos

É um espetáculo solo que une técnica e poética; dança e teatro; pesquisa e prática; loucura e histórias. É dividido em quatro tempos: 1) estranhos Deuses, quando os loucos eram considerados oráculos, portais de comunicação com o sagrado; 2) O exilado, tempo em que os oráculos e qualquer outra pessoa que apresentasse um comportamento fora dos padrões eram enclausurados; 3) Arte explodida, é o momento em que a arte sai em busca de desvendar a loucura e começa a se expressar de outras maneiras; e 4) Na maca, na medicação, quando a loucura passa a ser estudada para que seja alcançada a cura.

 

 

AÇÕES FORMATIVAS

 

RESIDÊNCIA – NÃO CABE MAIS, GENTE! – IN-PRÓPRIO COLETIVO (MT)

16 e 17 de agosto | 18h às 22h | Inscrições Gratuitas

Entendemos que uma residência artística consiste, primeiramente, em habitar um lugar e, com isso, estabelecer trocas e descobrir um modo de fazer junto aos artistas de um determinado local. Assim, esta atividade prevê 03 momentos que se distribuem em dois dias de trabalho. No primeiro dia, dentro de uma sala de trabalho, ocorre uma troca de percepções sobre a cidade e seus espaços de aglomeração. Duas questões movimentam esta conversa que tem como objetivo perceber a saturação dos espaços, seu esgotamento, assim como a ação de produzir vazios como uma proposta de construção do lugar (I). Ainda no primeiro dia, o segundo passo da residência explora exercícios de estados de presença do corpo-em-arte e o tripé da performance: ser/estar/agir (II). A culminância deste processo se dá no dia seguinte, quando os artistas criadores executam a performance no espaço pré-definido no primeiro dia de trabalho (III).

I - Escambo de memórias: o aglomerado na composição da cidade

O que não cabe mais? Saturação e o esgotamento enquanto produção do lugar. Pertencimento e vazio: o que compõe um aglomerado de gente?

II - Exercícios de estado de presença e performance

III – Encontro com a cidade: execução da performance Não cabe mais, gente!