SEMINÁRIO POLÍTICAS CULTURAIS: OS SABERES DE (R)EXISTÊNCIAS E OUTRAS PRÁTICAS DE CONHECIMENTO

Inscrições: a partir de 05 de fevereiro | Seminário: 22 a 24 de fevereiro de 2018

Inscreva-se pelos links

Encontros (Mesas e debates): http://bit.ly/InscricoesEncontrosSeminario2018

Vivências (oficinas): http://bit.ly/InscricoesVivenciasSeminario2018

 

O Seminário Políticas Culturais 2018 é um espaço privilegiado para o debate a construção das políticas de atuação do Sesc Mato Grosso em diálogo com a sociedade. É um momento também de oferecer ao público a oportunidade de discutir assuntos que perpassam o cotidiano das populações, em especial aos temas ligados às manifestações culturais, em seu sentido mais amplo.  

 

A edição deste ano propõe uma reflexão sobre outras práticas de conhecimento, que escapam dos territórios do conhecimento científico e flertam com saberes produzidos no cotidiano das comunidades e que são conteúdos para a construção dos patrimônios materiais e imateriais da nossa sociedade. Trazendo para a debate um olhar mais sensível para as concepções de mundo que, de certa forma, atualizam e se apropriam da história e de processos tradicionais da cultura para reinventar e construir um novo possível. A pluralidade e a diversidade de saberes que emerge das nossas práticas artísticas, culturais e conceituais permitem que se estabeleça em campo expandido um diálogo necessário e urgente com o mundo, ampliando o conceito de identidades, pensando aqui no plural, que começa a determinar lugares de fala e de ação em nossa sociedade.

 

Inspirado nos conceitos da Ecologia de Saberes estruturado pelo pesquisador Boaventura de Souza Santos, o seminário visa promover um diálogo entre saberes que podem ser instrumento para o avanço das lutas sociais, pelo direito à existência e modos de vida, por novas formas de olhar para a cultura, educação, saúde e o lazer. Criando laços e estabelecendo conexões entre estes e outros campos do saber, sejam eles científicos ou não, que historicamente foram desconectados. Partindo da premissa que precisamos olhar de forma ampliada para a sociedade e acolher a diversidade e conhecimentos que de lá emergem. A ecologia de saberes é um processo coletivo de criação, recriação e produção de conhecimentos que reforçam a necessidade de lutas pelo direito cultural.

 

Artistas, comunidades, cientistas, pesquisadores e a sociedade como um todo buscam essa retomada por um entendimento mais global do ser humano, e isso reflete em seus trabalhos. Construindo costuras, amarrações ou nós, muitas vezes de forma harmônicas mais também conflituosas,  entre as linhas que formam os campos da arte, das lutas sociais, da educação, da saúde e do lazer. É urgente o diálogo entre os saberes populares, camponeses, indígenas, urbanos, quilombolas, científicos etc., para a construção de uma sociedade mais democrática e que respeite a diversidade.

 

Assim o Seminário de Políticas Culturais 2018 apresenta a temática: Os Saberes de (R)existências e outras práticas de Conhecimento. Além dos Encontros (Mesas de discussão), outra etapa importante do seminário são as apresentações artísticas e vivências, propondo uma participação mais sensorial das temáticas abordadas e possibilitando uma verticalização da construção e o compartilhamento de saberes. E possibilitando experimentar como as questões se aplicam na prática seja no campo artístico, seja nos processos de diálogo entre os campos do conhecimento.

 

Inscreva-se pelos links -Encontros (Mesas e debates) - Vivências (oficinas)

 

O tema geral é desdobrado nos seguintes encontros:

 

PRÁTICAS E SABERES DO CUIDADO: O OLHAR PARA SI E PARA O OUTRO

22/02 | 19h | Teatro do Sesc Arsenal | Classificação Livre

Que apresenta quatro visões diferentes sobre o mundo, de um pesquisador indígena e aprendiz de Xamanismo Eric Timóteo Iwyrâkâ Kmaikiawa (MT) da etnia Kurâ-Bakairi; da artesã indígena e experiente em ervas medicinais Domingas Apatso Ribaktatsa, da etnia Rikbaktsa;  pela terapeuta Maria Paschoalina Barbieri (ABEM-MT) que atende pessoas em busca de tratamento de saúde através de técnicas bioenergéticas e do tratamento natural; e da Benzedeira e Parteira Dona Francisca da Silva (MT), que hoje com 104 anos de idade é referência na comunidade onde atua. Mediação: Luiz Gustavo Lima (MT)

 

SABERES DE ENFRENTAMENTO: MICROPOLÍTICAS E PRÁTICAS DE LUTA

23/02 | 19h | Teatro do Sesc Arsenal | Classificação Livre

Que trará para o debate a pesquisadora e militante do movimento feminista e do movimento negro: Djamila Ribeiro (SP); o imigrante haitiano Jacques Duckson, que é presidente da Organização de Suporte das Atividades dos Haitianos no Brasil (OSAHB);  Taísa Machado (RJ), dançarina do Grupo AfroFunk e militante pelo movimento feminista; Assucena Assucena (SP) e Raquel Virgínia (SP), mulheres trans e artistas do coletivo As Bahias e a Cozinha Mineira. Mediação: Departamento Nacional do Sesc (RJ)

 

EDUCAR E CONSTRUIR JUNTOS: OS SABERES E A FORMAÇÃO EM OUTROS CONTEXTOS:

24/02 | 18h | Teatro do Sesc Arsenal | Classificação Livre

Que apresenta um olhar sensível para as práticas educacionais que dialogam com outros processos culturais como a arte, o esporte e os processos de inclusão de pessoas com deficiência, tendo como debatedores Leonardo Castilho (SP), responsável pela mediação para pessoas com deficiência do MAM-SP; Rita Aquino (BA), pesquisadora e arte educadora, responsável pela mediação de festivais e mostras de arte e cultura; Divino Tserewahú (MT), indigena da etnia Xavante, artista audiovisual e representante do coletivo Vídeo nas Aldeias; e Naine Terena, Doutora em Educação, e pesquisa processos educacionais indígenas.  Mediação: Fabiana Duarte (MT).

 

VIVÊNCIAS / OFICINAS

 

MEDIAÇÃO CULTURAL, CULTURA SURDA E LIBRAS

com Leonardo Castillho (SP)

22 e 23/02 | 10h às 12h | Laboratório da Palavra - Sesc Arsenal | Classificação: 16 anos

Propõe uma conversa com os participantes, sejam eles surdos ou ouvintes, sobre a cultura surda, libras e como os espaços culturais podem e devem dialogar com a mediação e os processos de envolvimento do público com deficiência. As pessoas Surdas como minoria linguística têm uma experiência comum de vida, e isso se manifesta na cultura dos Surdos, incluindo crenças, atitudes, histórias, normas, valores, tradições literária e arte compartilhadas por pessoas Surdas. Carga Horária: 4 horas/aula | Público Alvo: Programadores Culturais, Pessoas Surdas. A oficina será ministrada em Libras com tradução para o Português.

 

CULTURA DA FLORESTA, A MEDICINA NATURAL, BIOENERGIA E PRÁTICAS DE CUIDADO
com a Dona Paschoalina Barbieri (MT)

22/02 |14h às 16h | Espaço Climatizado da Choperia - Sesc Arsenal | Classificação: 16 anos

Seja a partir da ancestralidade cultural e do uso tradicionais das ervas medicinais, seja com a apropriação da ciência formal e seus usos mais recentes, aspecto da cultura do ser humano, as plantas medicinais são conhecidas por sintetizarem uma grande variedade de compostos químicos que são utilizados para desempenhar funções biológicas importantes para o organismo dos seres humanos. Essa vivência propõe uma conversa entre a fitoterapeuta Dona Pascoalina, a equipe do Programa Saúde do Sesc, e o público sobre como tirar proveito de alimentos e ervas medicinais para a melhoria da qualidade de vida, articulando conhecimento tradicional, cultural e científico. Carga Horária: 4 horas/aula.

 

DO AFRO AO FUNK - A ANCESTRALIDADE DO TAMBORZÃO

com Taísa Machado do grupo Afrofunk (RJ)

22 e 23/02 | 16h às 18h | Salão Social - Sesc Arsenal  | Classificação: 18 anos

Um mergulho no universo contemporâneo de dança das periferias cariocas e suas essências ancestrais através do encontro entre as batidas do funk carioca e as danças tradicionais africanas passando pelo samba e suas variações. É um convite a reflexão sobre os impactos da diáspora africana na construção das danças urbanas brasileiras e lançarmos um novo olhar sobre o corpo feminino nessa cena ao longa da história. Carga Horária: 4 horas/aula

 

ARTE PARTICIPATIVA, MEDIAÇÃO CULTURAL E PRÁTICAS COLABORATIVAS:PERSPECTIVAS PARA UMA CURADORIA EXPANDIDA

com Rita Aquino (BA)

23 e 24/02 | 14h às 18h | Laboratório da Palavra - Sesc Arsenal | Classificação: 16 anos

A partir de considerações sobre arte participativa em uma perspectiva histórica, a mediação cultural é situada no âmbito das tendências contemporâneas de desenvolvimento de projetos artístico-pedagógicos, sublinhando sua potência enquanto ambiente de experiências que friccionam arte, política, educação e sociedade em diferentes escalas, de modo a provocar traduções culturais em múltiplas direções. É neste contexto que se apresenta uma definição provisória de práticas colaborativas, destacando o caráter pedagógico, estético e ético presente na necessidade de aprender “como fazer junto”. A oficina reflete sobre as questões que dizem respeito a relação do curador com comunidades – sejam de artistas e/ou não-artistas. Carga Horária: 08 horas/aula.

 

PRÁTICAS DO CUIDADO: AUTISMO, PSICOMOTRICIDADE E A MÚSICA
com Claudiane Campos, Tuanny Godoy e Rose Ane Callejas (Programa Lazer - Sesc Porto)

24/02 | 14h às 18h | Salão Social - Sesc Arsenal

A criança autista deve estar inserida no contexto integral da sociedade e das instituições, por sua vez, deve respeitar suas particularidades. Mesmo que muitos profissionais de educação se veem diante de um grande desafio para lidar com alunos que precisem de uma atenção maior, devemos dizer que a própria criança é quem lidará com barreiras a serem derrubadas. A vivência propõe uma partilha de conhecimento sobre o cuidado com crianças e pessoas com autismo, a partir de uma atividade lúdica, psicomotora, recreativa e cultural, partilhando técnicas de cuidado e atenção às crianças autistas ou não.

Serão duas formas de participar da oficina:

1.    Como oficineiro que participará da vivência como voluntário e poderá trocar com os profissionais envolvidos técnicas e reflexões sobre o cuidado. Público Alvo: Pais, professores e programadores de instituições culturais. (Horário: 14h às 18h) Classificação: 16 anos

2.    Crianças com ou sem autismo, acompanhadas de responsáveis, que poderão experienciar as atividades lúdicas, culturais, recreativas, psicomotoras propostas pelas facilitadoras da vivência. (Horário: 16h às 18h) - Classificação Livre

 

ENCONTRO: CORPO, AÇÃO, CENA E RITUAL

com Naine Terena (MT)

24/02 | 08h às 12h e 14h às 18h | Núcleo de Artes Cênicas - Sesc Arsenal | Classificação Livre

Encontro ritual é uma oficina cênica resultante da pesquisa no universo indígena, a partir de cantos, danças, pinturas e ornamentos, afim de verificar a organicidade do corpo cotidiano indígena e promover ao ator/bailarino/autor, a possibilidade de experimentar através de exercícios físicos/encenações, elementos da cultura indígena brasileira.

 

CULTURA AFRO E A CAPOEIRA DE ANGOLA

Com Mestre Weto Salgado (MT)

24/02 | 16h às 18h | Jardim - Sesc Arsenal

Propõe uma prática em dança a partir da capoeira, contextualizando suas origens e propondo uma partilha e reflexão sobre aspectos da cultura afro. Angola é o estilo de capoeira mais próximo de como os negros escravos lutavam a capoeira. Caracterizada por ser mais lenta, porém rápida, movimentos furtivos executados perto do solo, como em cima, ela enfatiza as tradições da capoeira, que em sua raiz está ligada aos rituais afro-brasileiros, caracterizados pelo candomblé. Sua música é cadenciada, orgânica e ritualizada e o correto é estar sempre acompanhada por uma bateria completa de oito instrumentos, chamada de bateria de Angola. Carga Horária: 4 horas/aula. Classificação Indicativa: Livre

 

APRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS

 

CONHECENDO O ARTESÃO

22/02 | 18h às 20h | Varandas - Sesc Arsenal | Classificação Livre

A partir da prática já desenvolvida no Sesc Casa do Artesão, o seminário propõe um espaço de partilha de conhecimento a partir da performance de artesãos que realizarão seus procedimentos e feituras ao vivo para que o público possa ter acesso a suas práticas e a seus saberes, propondo um diálogo próximo e intimista com cada prática. Dez artistas abriram seus processos de trabalho e seus modos de olhar para o mundo através da arte ao público, convidado a interagir, dialogar e construir uma relação de compartilhamento de saberes: André Toledo, Brasil Rocha, Lucileicka David, Eva Lemes, Gilmar Xavier, Alcides Ribeiro, Ermelinda Maria da Silva, Marcelo Bispo e Neulione Umutina. 

Ocupação

CASA CUIDAR E JARDIM CURA

por Ruth Albernaz (MT)

22 a 24/02 | Entrada Principal e Jardim - Sesc Arsenal | Classificação Livre

É uma obra inédita com duas instalações que se complementam para um intenso processo de construção dialógica com o público. O ponto de partida para a criação é a partir da intencionalidade de conectar o universal/local e espiritual/material no que tange o plano dos sentidos e das práticas tradicionais de cura. O trabalho apresenta uma reflexão sobre o encontro das Artes Visuais com outros campos do conhecimento como a Etnoecologia e Antropologia que contaminam o fazer da artista. Apresenta símbolos/signos e imagética sincrética para a construção de uma ambiência estética que nos remete à dois ambientes: sala de uma casa tradicional popular e à um ambiente de quintal com plantas medicinais que refletem um conhecimento ancestral que se perpetua ao longo de muitas gerações.

 

Instalação Fotográfica:

FÉ DE FRANCISCA

Henrique Santian (MT)

22 a 24/02 | Jardim Sesc Arsenal | Classificação Livre

A instalação intitulada “A Fé de Francisca”, do fotógrafo Henrique Santian, é uma homenagem para a “Dona Francisca”, moradora de Chapada dos Guimarães. Francisca Correia da Costa, remanescente quilombola, 104 anos de idade, desde os 10 desempenha o dom de parteira e ainda muito jovem se descobriu benzedeira. Inspirado pela sensibilidade da famosa Vó Chica, como é conhecida, Henrique Santian retratou o cotidiano da senhora que é frequentemente procurada por suas garrafadas, banhos e benzeduras.

 

Intervenção:
Círculo de Mulheres (MT)

22/02 | 18h | Jardim | Classificação Livre

Xamãs? Curandeiras? Senhoras! As mais antigas de seu povo. Trazem consigo a sabedoria ancestral. Dançam em círculo numa conexão de suas energias com a natureza, com o universo, umas com as outras. Preparadas partem em cortejo para os cuidados da vida. Conectadas estamos, abençoadas sejamos. O coletivo, através de uma pesquisa de Teatro de Formas Animadas, criou 04 bonecas em tamanho real que se conectam com as pessoas e provocam relação e um olhar sensível para a cultura do outro.

 

Música:

Grupo Buriti Nagô (MT) 

22/02 | 18h30 | Jardim | Classificação Livre

O Grupo de Maracatu Buriti Nagô iniciou suas atividades no dia 1º de Maio de 2014, oferecendo oficinas gratuitas de percussão, dança e canto de Maracatu, realizadas na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), por ser um espaço aberto e de ocupação da população cuiabana de todas as faixas etárias aos fins de semana. Atualmente o grupo conta com 25 integrantes, sendo membros da comunidade universitária e da comunidade externa. O Maracatu de Baque Virado é uma manifestação cultural e religiosa de Pernambuco, que envolve música, dança e uma corte composta por Rei, Rainha, Príncipes, Princesas, Dama do Paço, dentre outras personagens, que desfilam no cortejo de Maracatu. Essa tradição, uma das maiores representantes da cultura afro-brasileira, surgiu e se mantém em Recife/PE, onde cresce se renova e se difunde pelo país e pelo mundo.

 

Música:

Grupo de Cururu Tradição Cuiabana do Coxipó (MT)

24/02 | 20h | Jardim | Classificação Livre

O cururu é uma dança que faz parte das manifestações culturais mato-grossense. Hereditário, o Cururu tem predominância familiar e é um misto de elementos de religiosidade e brincadeira. O Grupo de Cururu Tradição Cuiabana do Coxipó foi fundado no dia 12 de setembro de 2013, congregando cerca de 30 cururueiros de Cuiabá e Várzea Grande. Contém uma diretoria formada por 12 membros, tendo à frente como Presidente, o cururueiro Sr. Marcelino de Jesus. A Associação é composta por cerca de 50 associados que, além dos cururueiros, participam também membros da Comunidade, Esposas, Filhos, Netos e Amigos dos cururueiros.

 

Dança:

Grupo de Siriri Flor de Atalaia (MT)

24/02 | 20h30 | Jardim | Classificação Livre

Cerca de cinquenta crianças, jovens e adultos tem um encontro marcado toda sexta-feira à noite. O objetivo é um só: dançar o siriri. É no bairro periférico ‘Parque Atalaia’ que nasceu o grupo que, hoje, já participou de um festival nacional de dança no Rio de Janeiro e de um festival internacional de dança folclórica no Rio Grande do Sul. Com mais de 15 anos de atuação na comunidade o grupo é referência no trabalho social com jovens e mobiliza uma comunidade em torno dos saberes populares e da dança tradicional.

 

Música:

Star Magic 509 (MT) 

24/02 | 21h | Jardim | Classificação Livre

Formado por três haitianos, amigos no Brasil, sua relação com a música se fortaleceu na cidade de Cuiabá. Com a chegada do Asid Adult Man que depois se juntou de maneira bem natural em busca de uma parceria de sucesso com G bay e DJ Carlos para tocar em festivais de música e se divertirem tocando no “Bar Reveurs”, o bar dos Haitianos no bairro Planalto, sem saber que nascia ali o começo de uma banda de Rap e Reggae. Star Magic 509 vem conquistando cada vez mais público e espaço em diferentes mídias com sua sonoridade alternativa e contemporânea, tendo o seu trabalho comparado a grandes expoentes do RAP na atualidade.

 

Música:

Kunimi MC (Aldeia Krukutu - SP)

24/02 | 21h30 | Jardim | Classificação Livre

Canta Rap indígena para defender as suas causas, ativista, escritor e poeta, filho do escritor e autor Olivio Jekupe, Wera Jeguaka Mirim (kunumi mc) nascido em São Paulo, na região de parelheiros, a Aldeia Krukutu.

 

Música:

Karola Nunes (MT) 

Karola Nunes é cantora, compositora, instrumentista, sonoplasta, professora e batuqueira. Nascida em 1986, na cidade de Rondonópolis - Mato Grosso, cursa Licenciatura em Música na UFMT. Foi vencedora do 1º lugar em composição inédita do Festival da Canção de Campo Verde (2017) e vencedora do 2º Concurso de Novos Talentos do programa É Bem Mato Grosso (2017).Karola traz em sua bagagem vivências na diversidade musical brasileira, compartilhadas em diversos grupos: Marakadaje (Rondonópolis/Florianópolis - influências em manguebeat); Bionne (Cuiabá - choro/samba); Negramina (Cuiabá - reggae); Fuá (Cuiabá - forró); Grupo de Percussão da UFMT (Cuiabá); Buriti Nagô (Cuiabá - Maracatu); JahLua (Cuiabá - reggae). Já em 2018, Karola lançou o clipe de Já é, música que integra seu EP, que será lançado ainda este ano.

24/02 | 22h | Jardim | Classificação Livre

 

Música:

As Bahias e a Cozinha Mineira (SP)

24/02 | 22h30 | Jardim | Classificação Livre

Assucena, Rafael e Raquel se conheceram na faculdade de História da USP no ano de 2011 – a partir de então, iniciaram uma intensa amizade em torno de ideias musicais e artísticas. O nome da formação se deve ao fato de que as duas cantoras, transexuais, coincidentemente tinham o mesmo apelido “Bahia”, e o guitarrista mineiro Rafael que formaria a “cozinha” sonora da banda. Levando aos palcos um show performático e potente, é considerada uma das maiores revelações da música brasileira no ano pela crítica especializada. O novo álbum do grupo é atento aos sintetizadores e aos sons da cidade, e homenageia a natureza, a palavra, o som, o lirismo, a cor. Um show dançante, tropical, colorido, é purpurina, é dancing, é contra-cultura, é Bicho. É vida que dança em meio ao caos da cidade e a clausura das normas.

 

ECOLOGIA DE OLHARES - DESENVOLVIMENTO DE EXPERIMENTAÇÃO

O Sesc convidou três artistas para proporem experimentações em linguagens diferentes: Fotografia, Cinema e Literatura - Ahmad Jarrah, Juliana Segóvia e Santiago Santos, que ao longo do mês de fevereiro, e durante o seminário, estarão desenvolvendo obras que dialogam com a temática do evento. Estarão desbravando territórios, a cidade, encontrando pessoas e trocando vivências. Criando experiências estéticas e construindo narrativas que atravessam os saberes populares, camponeses, indígenas, urbanos, quilombolas, científicos etc, sempre na perspectiva do compartilhar. Os trabalhos serão expostos durante o evento e nas redes sociais.

 

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